Pela primeira vez, crédito imobiliário reduz crescimento

Apesar dos dados nacionais divulgados pelo Banco Central, mercado cearense segue otimista e aquecido

Pela primeira vez em 2011, o crédito imobiliário reduziu o seu ritmo de crescimento no País em setembro na comparação com o mês anterior. Dados do Banco Central (BC) indicam que, no período, foi registrada a menor variação mensal do ano. O volume de dinheiro emprestado no respectivo mês somou R$ 184,675 bilhões - apenas 2,4% a mais do que os R$ 180,627 bilhões contabilizados em agosto, enquanto de janeiro a agosto, as elevações mensais oscilaram entre 2,7% e 3,8%. No Ceará, porém, o mercado continua aquecido e, segundo instituições financeiras que operam linhas de financiamento no Estado para construção e aquisição de imóveis, o crescimento tende a continuar nos próximos anos.



É essa a avaliação do diretor da área de crédito imobiliário do Bradesco, Cláudio Borges, para quem a desaceleração observada no mercado nacional é pontual. "É uma oscilação natural de vendas. O mercado continua atuante e continuará crescendo, embora menos nos próximos anos, mas de forma sustentável", garante. Segundo ele, os números do Bradesco ratificam essa perspectiva.

"Durante todo o ano de 2010 as operações de crédito imobiliário da instituição no Brasil, envolvendo pessoa física e jurídica, somaram cerca de R$ 10 bilhões. Até setembro de 2011 já atingimos este valor. No Ceará tivemos mais de 350% de crescimento no acumulado do ano. Enquanto emprestamos R$ 133 milhões em 2010, este ano já são quase R$ 600 milhões", festeja. Borges atribui parte do resultado aos investimentos da instituição. Quanto aos dados divulgados pelo BC, ele atribui a uma acomodação natural do mercado, que está mais seletivo, ao mesmo tempo que se ampliam as facilidades de concessão financeira a juros competitivos. "Há uma grande concorrência entre bancos e quem ganha é o consumidor", completa.


Banco do Brasil

Operando há pouco mais de dois anos no mercado imobiliário, o Banco do Brasil chegou a contabilizar em 2010 crescimento de 175% na sua carteira no Ceará entre janeiro e setembro do ano passado e de 11% entre os meses agosto e setembro do mesmo ano. Já em 2011, o crescimento foi de 65% entre janeiro e setembro e de 11% entre os meses de agosto e setembro - mesmo percentual de crescimento mensal de 2010.


Para Luis Carlos Moscardi, superintendente estadual do Banco do Brasil, ao longo de 2011 o crescimento da carteira tem mantido a média. Sobre o crescimento mais expressivo ao longo de 2010, ele lembra que o BB vem atuando no mercado imobiliário há pouco tempo. "Nossa carteira no início de 2010 apresentava-se ainda muito jovem. Dessa forma, não verificamos uma redução significativa no crescimento do crédito imobiliário no Banco do Brasil em âmbito estadual", justifica.

Com relação ao fato de o crédito como um todo ter apresentado redução no crescimento, Morcardi acredita estar vinculado a outros fatores relativos às questões econômicas mundiais. "Vale ainda considerar que o crédito imobiliário constitui-se em um investimento de longo prazo e apresenta um tíquete mais elevado em relação às demais operações de crédito, o que deixa o consumidor mais cauteloso", argumenta.


Pesquisar é a dica


Antes de escolher a instituição que irá financiar seu imóvel, o consumidor deve pesquisar também as condições do crédito, além do valor do bem. As taxas de juros disponíveis no mercado variam de acordo com o tipo de contratação, preço da unidade e perfil do cliente.

Freio


2,4 Por cento foi o crescimento apontado pelo Banco Central entre setembro e agosto
EM AQUIRAZ
Natureza é usada para atrair clientes


Empreendimentos construídos em áreas verdes nativas buscam despertar interesse dos que gostam de chácaras

Antes encontrado apenas em estados do sudeste e Centro-Oeste, empreendimentos voltados à vida mais próxima do campo e com foco no universo equestre começam a aportar no Ceará. Um dos primeiros é a Fazenda Barão de Aquiraz, localizada no município de mesmo nome, na região metropolitana de Fortaleza (RMF), entre as rodovia estadual CE-040 e a BR-116 e a 20 minutos da Capital.

Ao todo, a Fazenda Barão de Aquiraz conta com uma área de aproximadamente 267 hectares com 46% dela destinada ao loteamento residencial. Com uma zona de 730 lotes em quatro etapas, ocupando em média de 1.400 m² cada, esse é o espaço reservado para as chácaras, que se destacam pela sua privacidade, tendo no mínimo 10m de recuo entre a construção de uma para outra.


Mais próximo da natureza


A aposta do empreendimento é da Torres de Melo Imóveis, Construtora e Incorporadora Urbanística e a Incorporadora Terras do Aquiraz, as quais destacam "um novo conceito de vida e lazer, aproximando o seu público da natureza, flora, fauna e dos animais".

Outro diferencial informado pelas empresas que os fundos correspondentes de cada lote das chácaras é rodeado por mata nativa, "o que proporciona aos seus moradores a grata sensação de exclusividade".


Sustentabilidade


De mata nativa, são cerca de 110 hectares, o que sinaliza uma das preocupações do projeto do empreendimento. Para esta parte também foram pensadas trilhas ecológicas, pistas de cooper ao redor do lago, alamedas para caminhada e trilhas internas para andar a cavalo.

Lazer


Entre os equipamentos com foco no lazer dos futuros moradores, a Fazenda abrigará em suas instalações um centro esportivo, contendo, inclusive dois campos, um de pólo e outro de golfe, além de quadras de tênis, uma poliesportiva, um campo de futebol oficial e um centro equestre com área para prática de hipismo.

Como apoio para esta última área também existirão uma clínica veterinária, pistas de areia e 128 baias para cavalos, além de pavilhão de eventos para leilão e exposição de animais.


ÂNGELA CAVALCANTE REPÓRTER 



Fonte: Diário do Nordeste
 

O Pregador Copyright © 2011 | Template design by O Pregador | Powered by Blogger Templates