Perspectivas do mercado imobiliário cearense para 2012

Os brasileiros já começaram a contagem regressiva. Em poucos dias inicia-se o novo ano, e com ele muitas expectativas. E uma das perguntas é: como será que o mercado imobiliário vai se comportar ano que vem? Quais as perspectivas das construtoras, imobiliárias e corretores autônomos? Os preços vão continuar a subir, ou tendem estagnar?

É fato que o déficit habitacional continua grande e a demanda ainda é maior que a oferta. Como as construtoras vão se virar com relação a escassez de mão de obra qualificada? De que forma elas se preparam para suprir essa falta? Enfim, são várias as questões que repercutiram neste ano e que podem ser diferentes em 2012.
MERCADO MAIS EQUILIBRADO
Segundo o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Ceará (CRECI-CE), Apollo Scherer, o mercado está mais equilibrado, deixou de atuar com velocidade muito alta que estava no primeiro semestre e está atuando de forma mais comedida. “Isso é bom para o mercado, pois ele cresce equilibradamente, não de forma desenfreada. Para o ano que vem, a nossa expectativa é de que o primeiro semestre seja um mercado organizado e sustentável e isso é muito bom. Não teremos aquela corrida ansiosa para as compras, teremos compras mais responsáveis, vai continuar aquecido, mas não com extrema velocidade que estava. Vai ter clientes para comprar e imóveis para vender”, explicou Apollo.
PODE SER MELHOR
De acordo o diretor comercial da A Predial, João Carlos Gondim, as perspectivas são as melhores possíveis: financiamento a juros baixo, demanda alta. Todos os fatores são positivos. E com relação ao aluguel vai ser um ano melhor. “O ano de 2011 foi bom, mas a partir do segundo semestre, com a queda dos juros, aumenta a confiança no mercado como um todo. Como a oferta não vai subir, a demanda vai continuar crescida. Então tende, a subir um pouco os preços dos alugueis”, explicou.
E acrescenta “Com relação a compra e venda, o financiamento abundante da Caixa, Econômica, principalmente, no Ceará facilitou bastante esse mecanismo. Os imóveis usados tendem a vender melhor também. 2012 vai ser melhor em todas as áreas. Vamos ter muitos lançamentos de empreendimentos”.
Para quem deseja comprar imóvel, Gondim aconselha a adquirir logo. “O preço dos imóveis aqui em Fortaleza não vai cair tão cedo. A tendência dos imóveis novos ainda é de subir. Os usados podem até manter”, esclareceu.
João Carlos Gondim também chamou atenção para os bairros periféricos que estão crescendo com lançamento de casas e condomínios e que serão foco ano que vem, são eles: Maraponga, Mundubim, Messejana, Castelão, Guararapes, Cidade dos Funcionários, Caucaia, Eusébio e Aquiraz.
Na opinião do diretor da Cameron Construtora , Antonio Câmara, o mercado imobiliário deverá se manter como no final de 2011-com preços estáveis, em função de não existir cenário para aumento. “Embora tenhamos alguns custos relevantes para repassar, como o aumento do salário mínimo, que terá, conforme anunciado pelo governo, aumento de aproximadamente 14%, impactando de forma considerável sobre a mão de obra que, no momento, já representa mais de 40% dos nossos custos. Isto forçosamente levará a um quadro de aumento, mas que será diluído sem grandes repercussões para o cliente final. Penso que a oferta se manterá nos níveis atuais e o mercado tratará de consolidar o que já está em andamento”, analisa.
CONTINUA ALTO O DÉFICIT HABITACIONAL
O déficit habitacional ainda é muito grande. Mesmo com os programas do Governo, a demanda a ser suprida continua elevada. De acordo com Antonio Câmara, a proposta do governo em diminuir o déficit habitacional, através do programa Minha Casa, Minha Vida, não teve o efeito projetado e isto deverá forçar um esforço maior do governo em 2012.
“Pelo menos no Ceará, o programa não teve o efeito desejado, quer por falta de oportunidades em terreno que atendesse o básico de infraestrutura e preço, quer por ineficiência dos órgãos responsáveis pela análise e aprovação dos projetos e dos financiamentos às construtoras”, ressalta Câmara. Ou seja, lá vem obras…
COMPORTAMENTO DAS CONSTRUTORAS
Como as construtoras pretendem administrar os altos custos dos terrenos, a forte valorização, mão de obra cara e carência de pessoas especializadas?
“Alguns custos terão que ser absorvidos, como o aumento da mão de obra, via salário mínimo, e outros tentaremos contornar como os altos custos dos terrenos, que foram insuflados nos últimos anos pela alta procura e pela chegada dos grandes grupos do Sul e Sudeste. Já a falta de mão de obra especializada, continuará repercutindo forte, pela falta de formação e pela procura elevada no momento e no futuro com o advento do pacote de obras prometido até a Copa do Mundo. Penso que não teremos tempo hábil para preparar esta mão de obra necessária para o momento que vivemos”, refletiu Câmara.
Ou seja, muitos lançamentos, muitas construções, com o déficit habitacional alto e regiões em desenvolvimento, pelo menos aqui na capital e nos seus arredores o mercado continua forte. E a tendência é que o primeiro semestre de 2012 seja a continuação dos resultados do segundo semestre de 2011.
Fonte: O Estado
 

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