Venda de imóveis desaquece no Ceará

A diminuição na quantidade de novos lançamentos e a comparação com o bom desempenho obtido no ano passado apontam para um desaquecimento nas vendas de imóveis no Estado, no primeiro quadrimestre deste ano. No ano passado, o setor movimentou cerca de R$ 2,6 bilhões em receita, resultado similar ao de 2010, segundo o Secovi-CE

Depois da euforia vivida em 2011 e 2010, o mercado imobiliário de Fortaleza passa agora por um desaquecimento nas vendas. Para alguns representantes e profissionais ligados ao setor, entre os principais motivos está a comparação com o ano anterior, considerado atípico.


Segundo o vice-presidente de Compra e Venda do Sindicato das Empresas de Compra, Venda e Locação de Imóveis no Ceará (Secovi-CE), Khalil Otoch, a demanda nos anos anteriores estava reprimida. “Agora está normalizando e a oferta de novos lançamentos também diminuiu. Há também a burocracia que emperra o lançamento de alguns empreendimentos”, afirma.

Como antecipado no início deste mês pelo O POVO, na coluna Mercado & Negócios, a venda de habitações no Estado movimentou uma receita de R$ 2,6 bilhões, no ano passado, um resultado no mesmo patamar de 2010, de acordo com dados do Instituto de Pesquisas e Estatísticas do Secovi-CE (Inpes-CE) - em 2009, o resultado foi bem menor, de R$ 1,4 bilhão.

Para César Rêgo, proprietário da César Rêgo Imóveis, a euforia dos dois anos anteriores se deu pela situação da economia brasileira e pelas condições favoráveis que surgiram para quem desejava comprar um imóvel. “Há alguns anos, o máximo que se conseguia financiar um imóvel era em 10 anos. Hoje, pode-se fazer isso em até 30 anos. Em anos passados, para obter financiamento, tinha que ter representatividade e um bom acesso aos agentes financeiros”, explica.

O proprietário da Viva Imóveis, Paulo Angelim, diz que o desaquecimento observado nos quatro primeiros meses deste ano trouxe o volume de vendas para um “patamar sustentável e com um ritmo muito bom”.

Para ele, um dos fortes fatores do desaquecimento é a diminuição da participação do pequeno investidor (aquele que compra o imóvel apenas para revender), devido à diminuição da margem de lucro para esse tipo de investimento, em relação ao Índice Nacional do Custo da Construção (INCC), que reajusta os imóveis a uma média de 7% ao ano. “Os preços não estão subindo na mesma velocidade de antes, fazendo com que muitos desses investidores procurem outros investimentos”, afirma.

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Para alguns agentes do mercado imobiliário, o segundo semestre poderá mostrar uma recuperação na desaceleração das vendas. A tendência, no entanto, é que o resultado deste ano seja similar ao de 2011.

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O setor imobiliário no Estado tem como meta a movimentação de R$ 20 bilhões, até a Copa de 2014

Dentre os entraves na burocracia que, na opinião de profissionais do setor, emperram o lançamento de novos empreendimentos, está a mudança no Plano Diretor de Fortaleza e a legislação da Agência Nacional de Aviação (Anac), que limita a altura de prédios na Capital, nas áreas adjacentes ao aeroporto

O volume de vendas de imóveis, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), apresentou um crescimento de 10,9%, passando de R$ 1,029 bilhão, no primeiro semestre de 2010, para R$ 1,142 bilhão, nos primeiros seis meses de 2011


Fonte: O Povo
 

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