Demanda média por imóveis em Fortaleza supera a de SP

O índice registrado na Capital é o maior da região Nordeste; no Brasil, fica atrás somente de Brasília
O ano de 2012 não está sendo tão bom para o mercado imobiliário brasileiro quanto foi o de 2010, mas para Fortaleza, pelo menos, um levantamento inédito feito pela Datastore, líder nacional em pesquisas no setor, traz um boa notícia para os investidores e as construtoras: pela primeira vez, a Capital cearense supera São Paulo (SP), quando o assunto é a demanda média de compra de imóveis para os próximos 24 meses.

 

Em Fortaleza, 38% querem comprar 
imóveis nos próximos dois anos FOTO: ALEX COSTA


Em Fortaleza, 38% dos entrevistados, todos com renda familiar mínima de R$ 4 mil, admitiram a intenção de adquirir um imóvel nesse período, enquanto, na capital paulista, a mesma pesquisa apontou um resultado de 29%, porém com entrevistados que declararam renda mínima familiar de R$ 8 mil. Os valores dos rendimentos mudam porque cada cidade possui custo de vida e especulações diferentes.

O levantamento foi realizado no começo deste ano, a partir de 70 mil entrevistas de campo feitas com clientes aptos financeiramente a adquirir os imóveis recém-lançados, todos representantes das classes A e B.

Sem surpresa

O resultado é significativo e ao mesmo tempo esperado, segundo Marcos Araújo, presidente do Instituto. "São Paulo é uma cidade que tem bem mais tempo de mercado imobiliário que Fortaleza. Vive hoje um momento de estabilização. Já Fortaleza, com menos tempo, naturalmente continua crescendo e se expandindo", explicou.

Brasília no topo

Com exceção de Brasília, todas as outras cidades incluídas no levantamento também ficaram para trás. São elas: Porto Alegre (RS), Campinas (SP), Recife (PE), Salvador (BA) e São Luís (MA). A capital federal atingiu um índice de 39% dos entrevistados, todos com renda familiar mínima de R$ 4 mil.


Fortaleza também supera a média nacional, calculada entre 30% e 32%, três a seis pontos percentuais menor do que em 2011, que já havia apresentado queda em relação a 2010. O recuo é explicado por Araújo pela menor participação dos investidores no mercado. Para ele, estes são compradores mais "inteligentes", que acabam por determinar a quantidade de demandas em todo o País.

Recife na frente

Apesar de ter a maior demanda do Nordeste para os próximos dois anos, a capital do Ceará ainda não é o mercado imobiliário mais aquecido da região, status que pertence a Recife, de acordo com Araújo. No entanto, ainda segundo ele, Fortaleza já superou Salvador nesse quesito, ocupando a segunda posição.

Mais em 2013

Marcos Araújo adiantou que, no próximo ano, a tendência é que as demandas por imóveis cresçam no Brasil inteiro, pois, segundo cálculos do instituto, boa parte deles foi adquirida por investidores e estará sendo repassada no primeiro semestre de 2013. "Isso significa que, depois do repasse, os investidores começarão a investir em novos imóveis, o que fará com que esses percentuais se elevem novamente", disse, otimista.

Em relação àqueles que buscam imóveis para morar e não para revender, Araújo também está com boas expectativas. Os motivos são redução das taxas de juros e aumento do prazo para financiamento imobiliário.

Corretores dominam

Independentemente se os imóveis são comprados por investidores ou futuros moradores, a participação do corretor nas negociações é quase sempre presente. Segundo o Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Ceará (Creci-CE), mais de 90% dos imóveis vendidos em Fortaleza, entre novos e usados, tem intermediação de corretores, demonstrando uma valorização do mercado local. 

Fonte: Diário do Nordeste
 

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