Engenharia Civil em alta

Crescimento econômico e grandes eventos esportivos no Brasil tornam o segmento um dos mais promissores da atualidade
Por Jessica Fortes
Da Redação

Uma das carreiras que vêm se mostrando mais promissoras no país nos últimos anos é a Engenharia Civil. Não poderia ser diferente. Em 2010, a indústria da construção civil cresceu 11% e a expectativa para este ano é de uma expansão de pelo menos 4%.

Com dois grandes eventos esportivos batendo à nossa porta (Copa do Mundo e as Olimpíadas do Rio de Janeiro) que requerem novos e maiores investimentos, o mercado da construção civil tem garantido emprego e excelentes remunerações aos seus profissionais. Além disso, a onda de financiamentos de programas como o Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal, tem absorvido grande parte da mão de obra e dos serviços prestados por engenheiros civis em todas as regiões do Brasil.

Para a presidente do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Ceará (Senge-CE), Thereza Neumann, “são os engenheiros que estão à frente de importantes obras estruturais como a reforma da Arena Castelão, a ampliação do Porto do Pecém, do Aeroporto Internacional Pinto Martins, a construção do aeroporto de Jericoacoara e intervenções em rodovias. Empreendimentos que impulsionam e ampliam este mercado”, revelou.

Ela ainda acrescentou que as novas gestões das prefeituras de todo o Brasil estão dando mais abertura para a Tecnologia e Inovação, e que Engenheiros estão assumindo cargos de chefias em secretarias e governos.

A HORA É AGORA
Com as inúmeras oportunidades de trabalho e o mercado em alta, o candidato ao curso de Engenharia Civil precisa buscar uma boa formação. Esta é a hora de agarrar uma boa chance. Segundo o professor e diretor do Centro de Tecnologia da UFC (Universidade Federal do Ceará), Barros Neto, o Brasil passou praticamente 20 anos parado economicamente falando. Porém, a partir dos anos 2000, iniciou-se um processo de crescimento econômico.

“Esse processo possibilitou um crescimento da renda da população, que proporcionou uma busca por bens e serviços, pressionando assim a criação de fábricas, shoppings, hidroelétricas, moradias e muitos outros itens de infraestrutura. Isto reflete diretamente na engenharia civil. O profissional que quer atuar nessa área precisa ter uma formação básica sólida, capacidade de trabalhar em equipe, além de manter-se atualizado quanto a novas técnicas e métodos gerenciais”, explica o professor.

O mercado de engenharia civil é promissor, pois trata-se de uma engenharia de base, ou seja, é uma engenharia que dá suporte a qualquer atividade econômica. Em qualquer ramo de atuação, público ou privado, necessita-se dos préstimos de um engenheiro civil. Seja, por exemplo, na construção de hospitais, barragens, ou na construção de shoppings ou residências. Sendo assim, o profissional pode atuar em várias áreas: recursos hídricos, saneamento, transporte, estradas, tanto na parte de projeto quanto de execução e operação.

“Podemos citar como exemplo a construção das centrais eólicas, que são empreendimentos de atribuição dos profissionais da engenharia elétrica, mas que os engenheiros civis tem papel importante na construção da estrutura de fixação das torres”, explica Thereza Neumann.

ENTRE OS MAIS PROCURADOS

A procura pelo curso de engenharia praticamente triplicou nos últimos anos. Dados do Ministério da Educação (MEC) mostram que as Universidades do Ceará estão na lista dos melhores cursos de engenharia do Brasil. Os estudantes cearenses da área saem da Faculdade preparados para trabalhar em qualquer empresa do mundo. Por ano, na Universidade Federal do Ceará (UFC) e na Universidade de Fortaleza (Unifor) são graduados cerca de 700 novos Engenheiros.
Segundo Barros Neto, o mercado tem absorvido praticamente todos os engenheiros formados. “A disputa inicia-se hoje pelos estagiários. Há uma procura muito grande por este tipo de profissional junto às universidades”, explica.

DESAFIOS
Mesmo com todas essas oportunidades surgindo, a profissão também enfrenta desafios e tem expectativas com relação ao futuro. Para Barros Neto, o grande desafio para os profissionais chama-se atualização, pois a evolução (tecnológica e gerencial) tem sido muito rápida e os profissionais precisam se esforçar para acompanhar esta evolução.

Já para a presidente do Senge-Ce, os grandes desafios estão na viabilização de um programa governamental voltado para a capacitação integrada e permanente dos profissionais da engenharia, pois, atualmente, todos os recursos públicos estão sendo direcionados para os técnicos de nível médio.

Ela comenta que esta atenção é importante, mas, faz uma ressalva: “não podemos esquecer que o profissional da engenharia tem que acompanhar as inovações tecnológicas, com o mesmo grau de intensidade dos técnicos, pois atuam em ambientes comuns, embora com atribuições diferenciadas”, analisa.

E completa: “A expectativa de todo profissional da engenharia é que o país continue crescendo em níveis consideráveis, mas que este crescimento seja uma mola propulsora da valorização da área tecnológica, da remuneração justa e compatível com a importância de suas atividades e melhorias na qualidade de vida da população”, conclui Thereza Neumann.

Fonte: O Estado ce
 

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