Habitação vai alavancar financiamento neste ano

Empréstimo imobiliário perdeu a posição de principal modalidade de crédito para pessoas físicas em 2001
Após 11 anos, o crédito habitacional deve voltar a ser a principal modalidade de empréstimo concedida às pessoas físicas no âmbito do Sistema Financeiro Nacional no primeiro semestre de 2013, aponta pesquisa da Serasa Experian.



De acordo com levantamento, cadastro positivo será importante para impulsionar o crédito imobiliário neste ano FOTO: FABIANE DE PAULA 


O estudo foi realizado com base na evolução mensal dos saldos das modalidades das carteiras de crédito do Banco Central. O empréstimo imobiliário perdeu a posição de principal modalidade de crédito para pessoas físicas em junho de 2001.


Análise

"Com a regulamentação total do cadastro positivo, em dezembro de 2012, o crédito imobiliário conta com uma importante infraestrutura para assumir a liderança e entrar em padrões internacionais. Apesar da grande expansão, o Brasil ainda possui baixa relação de crédito imobiliário sobre PIB, representando 6,2% dele. Em países desenvolvidos este porcentual ultrapassa 50%. Existe um grande potencial de crescimento do segmento imobiliário, em um mercado fundamentado em bases sólidas e com baixa inadimplência. O cadastro positivo vai proporcionar um ambiente de negócios mais sustentável, privilegiando o bom pagador", afirmou o presidente da Serasa, Ricardo Loureiro.

Saldo

Em novembro de 2012, esses empréstimos atingiram a segunda colocação entre os saldos das carteiras de crédito às pessoas físicas, incluindo tanto as carteiras com recursos livres quanto direcionados. A modalidade representou 24,8% do total de crédito às pessoas físicas no País em novembro do ano passado, o que responde por um volume de R$ 270 bilhões.


Na evolução histórica, o crédito habitacional ocupava a quinta colocação no volume de crédito no País em dezembro de 2008, quando os R$ 63 bilhões empenhados representavam uma fatia de 11,9% do total.

Em 2009, passou para a quarta colocação, com 14,4% (R$ 92 bi) do total. Já em 2010, era a terceira, com 17,8% (R$ 139 bi). Em 2011, a modalidade terminou o ano representando 21,3% (R$ 200 bi), praticamente empatada com veículos, que representava 21,4%.

Juro fechou ano no menor nível desde 95

São Paulo. Os juros das operações de crédito para pessoas física e jurídica foram reduzidos em dezembro, fechando o ano com a menor taxa média da série histórica, iniciada em 1995.

A taxa de juros média geral para pessoa física caiu 3,37% no mês (4,43% em 12 meses) e atingiu a média de 5,44% ao mês (88,83% ao ano) - a menor taxa de juros da série histórica. Em novembro, estava em 5,63% ao mês (92,95% ao ano).

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira pela Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).

Entre as linhas de crédito voltadas para pessoa física, cinco entre seis foram reduzidas no mês - apenas a referente ao cartão de crédito rotativo ficou inalterada. Segundo o coordenador de estudos econômicos da entidade, Miguel José Ribeiro de Oliveira, as reduções podem ser atribuídas "à maior competição das instituições financeiras após os bancos públicos reduzirem suas taxas de juros".

Fonte: Diário do Nordeste
 

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