Fundos imobiliários mantêm atração frente à redução de alta de imóveis

Alta nos imóveis foi de 13,7% em 2012, praticamente metade da de 2011.Valorização reforçou ideia de que imóveis são investimento sem erro.

Apesar da variação de preços dos imóveis, os fundos imobiliários continuam atraindo a atenção de investidores dispostos a arriscar em renda variável. A alta nos preços dos imóveis foi de 13,7% em 2012, praticamente metade do ano anterior.

O Rio de Janeiro tem o metro quadrado mais caro do país, média de R$ 8.711. No Leblon, é ainda mais alto: R$ 20.451. Em seguida, vem São Paulo (média de R$ 6.922), onde o lugar mais valorizado para se morar é a Vila Nova Conceição (R$ 12.100). Os preços também são altos em Brasília (R$ 6.372), e o Setor Noroeste é o mais caro da capital federal (R$ 10.565).

O economista da Fipe e coordenador do índice Fipe Zap, Eduardo Zylberstajn, diz que chama a atenção o fato de que, em algumas cidades, o preço até caiu, fato que, para ele, é bom. “Com os preços se comportando de forma mais calma e mais previsível, as pessoas podem tomar as previsões que são melhores para elas sem se preocupar em ter que correr para fechar logo o negócio, porque, na semana que vem, no mês que vem, aquele imóvel já vai estar em um nível de preço que o orçamento não comporta”, diz.

A valorização dos últimos anos reforçou no brasileiro a ideia de que um imóvel é um investimento que não tem erro, e os fundos imobiliários pegaram carona. É um jeito de investir em imóveis como se eles fossem uma aplicação financeira.

Em vez de ações, os ativos são grandes empreendimentos. O investidor compra uma cota no fundo e recebe uma quantia mensal que vem do aluguel dos prédios e da negociação na bolsa de valores.

Em 2003, eram dois fundos imobiliários negociados no Ibovespa. Agora, já são 105. Edgar de Sá, economista-chefe da HPN Invest, explica que, apesar da procura, os fundos imobiliários são renda variável, e têm risco, como a inadimplência. “O fato de ter alguma notícia negativa sobre o empreendimento que compõe a carteira do fundo, a notícia de que um inquilino deixou de pagar, isso é muito negativo. Outro fator pode ser especulação em cima daquele imóvel que compõe a carteira. Isso pode elevar ou não o preço das cotas”, afirma. 


Fonte: G1
 

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