Construção avança, mas Fortaleza ainda cresce sem ordem

Na última edição da série de reportagem sobre a construção, o Diário mostra situação atual do setor na Capital
Se houvesse em Fortaleza um arranha-céu de tamanho ilimitado que simbolizasse, a cada andar, as diferentes etapas da construção civil na cidade, assistir à sua construção seria um espetáculo no mínimo intrigante. Enquanto os primeiros pavimentos remeteriam a um passado no qual havia poucas possibilidades para a criação de projetos diferenciados, os andares mais recentes trariam cada vez mais elementos que agregariam valor ao edifício, tornando-o mais moderno e mais caro.



Ao redor dessa construção surreal e incessante, uma multidão que há décadas se aglomerava na Capital, tendo como moradia domicílios irregulares, sem documentação e em condições precárias, aguardaria o momento habitar um lar digno.


Cenário atual

Na última semana, o Diário do Nordeste abordou a evolução da construção civil desde o início do século XX, quando a falta de profissionais e de recursos eram gargalos que só com muita dificuldade eram contornados.

Nesta edição, são retratados diversos aspectos da situação atual do setor, que registrou um dos principais avanços, em todo o Estado, nas últimas décadas, alavancando também o desempenho de diversos segmentos ligados à indústria e à prestação de serviços.

Novas preocupações

Com uma expressiva injeção de recursos no mercado imobiliário e aumento da capacidade produtiva, as construtoras de Fortaleza investem cada vez mais em novas técnicas e métodos construtivos, tendo como uma das preocupações centrais a necessidade de reduzir - e sobretudo deixar isso claro à população - os impactos ambientais. Entretanto, a conscientização por parte das empresas está longe da ideal, sendo os últimos anos marcados por várias autuações por crimes ambientais. Ao mesmo tempo, buscam formas de depender menos da mão de obra, sob o argumento de que há poucos trabalhadores capacitados para atuar nos canteiros. Apesar da evolução do setor, que aconteceu em todo o País, a demanda por imóveis na Capital permanece alarmante, com um déficit que em 2008 correspondia a 14,75% do total de domicílios na cidade. Naquele ano, conforme a Prefeitura de Fortaleza, o déficit habitacional do Município era de 77 mil domicílios.

Hoje com 2,5 milhões de habitantes, Fortaleza possui, entre os edifícios que se multiplicam nos mais variados bairros, mais de 600 favelas e milhares de famílias em moradias irregulares.

Déficit

77 mil domicílios era o déficit habitacional da Capital, em 2008, o que correspondia a 14,75% do total de residências da cidade, segundo a Prefeitura

JOÃO MOURA
REPÓRTER 


Fonte: Diário do Nordeste
 

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