Imóveis tiveram 51,7% de valorização em Fortaleza

O índice FipeZap demonstra que Fortaleza teve o maior alta do País nos preços de imóveis em fevereiro. Sequência de alta indica limite e uma tendência de estabilidade nos preços

Os imóveis em Fortaleza acumulam alta de 51,7% em três anos segundo o índice FipeZap de Preço de Imóveis Anunciados. O preço do metro quadrado teve alta de 2,8% em fevereiro, a maior alta entre as 16 cidades estudadas em todo o Brasil.

O levantamento é feito pela Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (Fipe) a partir dos anúncios de imóveis publicados na página do ZAP Imóveis. O índice acompanha preço de vendas e locações de imóveis no Brasil, levando em conta localização, número de dormitórios e a área útil.

O vice-presidente da Área Imobiliária do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE), André Montenegro, não acredita que a pesquisa indique os preços praticados no mercado local. Ele admite, entretanto, que os imóveis tiveram grande valorização em Fortaleza e já devem ter chegado ao teto. “Não cabe mais no bolso. Isso está comprovado na velocidade de venda, que diminuiu, reduziu muito”.

Montenegro afirma que o mercado já dá indicativos da acomodação dos preços, indicado pela diminuição da velocidade de vendas. “Não adianta aumentar que não vai ter quem compre. Também não vai cair, não. É estabilidade. Outra prova dessa tendência é a menor quantidade de lançamentos em 2012”, ressalta.

Maior pressão

Conforme o economista e diretor-geral do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), Flávio Ataliba, alguns resultados socioeconômicos apontam para uma pressão maior no mercado imobiliário. 

“Fortaleza apresentou em 2010 a maior densidade demográfica do País, 7,7 mil pessoas por quilômetro quadrado. Teve uma das maiores expansões da população entre 15 e 64 anos, ou seja, a população economicamente ativa (PEA), que está em busca de moradia”, analisa o economista.

O coordenador da FipeZap, Eduardo Zilberstajn, disse ao O POVO que os resultados tem a ver com os piques econômicos das cidades e tendem a continuar, mesmo que os preços não subam mais.

Desaceleração

Sobre o aquecimento do ramo imobiliário na Capital, o presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda e Locação de Imóveis do Ceará (Secovi), Sergio Porto, ressalta que houve um crescimento exponencial, com uma desaceleração ano passado.

Ele destaca que a alta nos preços tem o componente dos terrenos e da pressão da mão de obra, variáveis sobre as quais o setor imobiliários não tem controle. “Tudo isso valoriza o setor”, argumenta.

Fonte: O povo
 

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