Oito dicas para organizar as finanças antes de financiar a compra da casa própria

"Por mais que as facilidades de compra sejam vantajosas, o consumidor não pode se deixar levar pela tentação", diz especialista

Comprar a casa própria é o sonho da maior parte dos brasileiros. Contudo, analisar as contas antes de partir para a empreitada é essencial para fugir da inadimplência, que pode até levar a perda do bem.

“Por mais que as facilidades de compra sejam vantajosas, o consumidor não pode se deixar levar pela tentação sem antes fazer um bom planejamento, pois o financiamento vai comprometer a renda da família por muitos anos”, alerta o presidente da Amspa (Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências), Marco Aurélio Luz.

Assim, para ajudar o consumidor a não ter dores de cabeça ao pagar as prestações do imóvel, a Associação preparou algumas dicas. Confira:

Planejamento é importante porque financiamento vai comprometer a renda da família por muitos anos

Visualize seus gastos. Coloque todas as despesas no papel e, junto com a família, verifique se as prestações não comprometerão mais do que 30% da renda familiar;

Faça uma poupança. Tenha, pelo menos, cerca de 50% do valor do imóvel depositado no FGTS, poupança ou outras aplicações para se precaver contra desemprego, diminuição de renda, problemas de saúde na família, entre outras dificuldades imprevistas, que podem comprometer o pagamento do financiamento;

Coloque tudo no papel. Formalize a proposta com tudo o que foi conversado e prometido pelo corretor, como preço, prazo, forma de pagamento, reajustes, entre outros;
4 Lembre-se que os gastos não se resumem à compra. Ao comprar um imóvel, não se esqueça de que há outros gastos. Portanto, reserve dinheiro para pagar as despesas com reforma, seguro e mudança, além dos gastos com cartório, que envolvem, por exemplo, o ITBI (Imposto sobre Transações Imobiliárias) e a escritura, girando em torno de 3% do valor do imóvel;

Peça uma planilha de projeções ao banco. Peça ao banco uma planilha com a projeção de todas as parcelas do financiamento, incluindo as taxas e os seguros que compõem a prestação. Dessa forma, em caso de algum problema, fica mais fácil visualizar e exigir os seus direitos;

Fique de olho na taxa de juros. Fique atento à taxa de juros do contrato, observando se está dentro do limite permitido pelo mercado, que, segundo a Amspa, hoje é de 12% ao ano;

Antes de fechar o negócio, pesquise. É importante fazer cálculos e comparar as linhas de crédito imobiliário disponíveis no mercado. Vale lembrar, que as modalidades para financiar a casa própria são pelo sistema de consórcio, SFH (Sistema Financeiro de Habitação), SFI (Sistema Financeiro Imobiliário) ou direto com a construtora;


Opte por contratos com taxas de juros fixas. Segundo a Associação, os contratos de financiamento com uma taxa de juros fixa mais a TR (Taxa Referencial), ou seja, pós-fixada e pelas correções feitas pela tabela SAC ou SACRE são a melhor opção para o consumidor. Isso porque possuem parcelas decrescentes e juros menores, ganhando diferencial competitivo diante da tabela Price e das taxas pré-fixadas.


Fonte: infomoney
 

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