Consórcios podem ser uma boa solução

Segundo dados do Censo de 2010, último divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 145 milhões de pessoas vivem em casa própria, o equivalente a 70% da população total. Apesar dos bons números, ainda há 32 milhões vivendo de aluguel. Sem contar o total de brasileiros donos do próprio lar que não tem uma moradia com boas condições.

O sonho da casa própria pode parecer mais distante com a constante valorização imobiliária que o país vem tendo. Em 2009, a alta foi de 22%, e chegou a ser a terceira maior do mundo, e, em 2010, a valorização chegou a 25%.  O Brasil ficou com o primeiro lugar no ranking das maiores altas, o que tornou o mercado imobiliário brasileiro o mais caro da América Latina. Tanta alta nos índices pode até assustar quem deseja investir no sonho da casa própria. Mas ele pode estar mais próximo.

Há três maneiras básicas de se comprar um imóvel próprio. A primeira forma é o tradicional financiamento, quando se dá entrada, e toma-se empréstimos no banco com juros mensais. A segunda é o pagamento à vista, que demanda paciência e responsabilidade financeira para poupar por anos o valor da compra. Nesses casos, ao invés de pagar juros ao banco, é possível manter o dinheiro aplicado. A terceira maneira é através dos consórcios imobiliários.

Indicações

O consórcio consiste na reunião de pessoas físicas ou jurídicas que se autofinanciam. Cada cotista paga uma mensalidade e nas assembleias, que acontecem mensalmente, são realizados sorteios de cada grupo para definir qual participante será contemplado com a carta de crédito.

Ao adquirir uma cota de consórcio, o comprador sabe que está poupando com objetivo definido, com prazos maiores, custo menor, possibilidade de ser contemplado no correr da duração do grupo e praticando disciplina financeira adequada ao orçamento pessoal ou familiar.

No entanto, a modalidade é indicada somente para investidores ou pessoas que não tem tanta pressa em morar, pois o comprador não poderá desfrutar do imóvel imediatamente, já que precisa ser sorteado antes de comprar o imóvel. E mesmo se decidir dar um lance, ninguém pode garantir que outro consorciado não seja ainda mais agressivo em seu lance e o obrigue a esperar um pouco mais pela carta de crédito.

Em contra partida à espera, no consórcio não há cobrança de juros exorbitantes como nos financiamentos. A mensalidade é formada pelo valor da carta de crédito que pode chegar até 1 milhão, parcelado em até 200 meses, acrescido apenas da taxa de administração, que varia, em média, de 0,15% a 0,2% ao mês.

Retomada

Dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) apontam que depois das oscilações ocorridas no mercado imobiliário nos últimos anos, 2013 já vem mostrando lenta recuperação e o consórcio, importante mecanismo para aquisição de imóveis, registrou 14,97% de média nacional no trimestre, considerando as unidades financiadas pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). Por regiões, a maior presença esteve no Norte com 18,47%. Logo abaixo, ainda acima da média brasileira, estiveram o Sul com 16,87% e Centro-Oeste com 15,91%. Um pouco abaixo, ficou o Sudeste com 14,36% e o Nordeste com 13,40%.

Perfil

Pesquisa realizada, em 2012, pela Quorum Brasil, a pedido da ABAC, mostrou que o perfil do consorciado difere de segmento para segmento. No caso do consórcio de imóveis, por exemplo, observa-se uma evolução da participação do público feminino, que atualmente está em 35%. Paralelamente, a maior e mais crescente presença foi a da Classe B, que está em 54%, e a Classe C em 26%.

Poder de negociação

“Mais consciente em suas finanças pessoais, em razão das informações sobre os benefícios da educação financeira”, explica Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da ABAC, “o brasileiro tem considerado vários aspectos antes de comprar bem móvel durável ou imóvel ou contratar qualquer tipo de serviço. Preocupado em planejar seu futuro sem se endividar, focando a realização dos sonhos de consumo ou formação ou ampliação patrimonial, em muitas oportunidades tem optado pelo consórcio”.

Rossi destaca ainda que “a posse da carta de crédito corresponde a dinheiro no bolso e o participante do Sistema de Consórcios pode, desta forma, exercer seu poder de compra como se estivesse pagando à vista, negociando descontos ou barganhando valores, fatos que têm despertado e estimulado a adesão ao mecanismo”, ressalta.

Uso do FGTS

A utilização do fundo de garantia agora é possível para os consórcios imobiliários. A quantia pode ser utilizada para completar o valor da carta de crédito e adquirir um imóvel mais caro, quitar as parcelas que estão por vir ou usar o fundo para oferecer lances na assembleia de contemplação. Basta para isso respeitar os critérios de utilização do fundo.

Pesquisar administradora é indispensável

O consórcio é a melhor opção hoje em dia para adquirir um imóvel pelas facilidades. No entanto, ainda há muito a melhorar, pois faltam informações claras aos futuros consorciados. O mercado de consórcios é muito grande. Existem várias administradoras e, por isso, é importante pesquisar e fazer a escolha de acordo com o perfil do que se quer comprar.

O presidente da ABAC recomenda que o consumidor identifique a operadora do consórcio e confira se a empresa funciona com autorização do Banco Central.

Esse é um cuidado fundamental antes de adquirir qualquer consórcio. É possível checar no site do Banco Central, no portal da ABAC ou pelo telefone da entidade (11) 3231-5022.

Fonte: O estado ce
 

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