FUNDOS IMOBILIÁRIOS: Desvalorização gera preços atrativos,mas existe risco de queda

Os preço estão atrativos, mas antes de cair na tentação de comprar um fundo de investimento imobiliário, especialistas aconselham fazer uma profunda avaliação do produto ofertado


O consultor financeiro pessoal, Kléber Rebouças, avalia que os Fundos Imobiliários são excelentes investimentos. “Quase todos estão com preço inferior ao valor patrimonial. Levam a enorme vantagem de terem liquidez e exigir um menor capital do investidor em relação a aquisição de um imóvel”, afirma, acrescentando que o fluxo mensal com os aluguéis é ótimo para reinvestir, adquirindo mais cotas do FII ou de outro ativo.

Alerta, no entanto, que esse tipo de aplicação financeira está sujeita aos mesmos riscos dos imóveis. Então é preciso ter cuidado na escolha. Também não são todos que têm liquidez. Ou seja: alguns têm risco de queda. “Além disso, são muito sensíveis a variação da taxa Selic. A cada elevação da taxa, o valor de mercado dos FIIs cai. Apesar dessas questões, se o investidor tiver uma visão de longo prazo, as desvantagens podem se transformar em vantagens”, avalia.

Sobre os cuidados que o investidor deve ter, ele cita a necessidade dele entender em que de fato o fundo investe: imóveis, títulos ou fundos. É preciso também saber o tipo e a localização do imóvel, se está em região valorizada, quem são os inquilinos, quando vencem os contratos de locação e o nível de inadimplência. Salienta que, na compra, deve ser dada preferência às cotas dos fundos de maior liquidez para evitar perdas, caso precise vender rapidamente.

“A análise que se faz é pelo balanço da empresa e não pela queda das ações na bolsa”, diz Cássio Padilha, que é gestor de renda fixa. Ele afirma que nesse mercado houve muita euforia e venda mal feita. “Quanto maior a rentabilidade prometida maior o risco. “O mais importante é a análise qualitativa da carteira do fundo, saber que imóveis estão lá dentro, qual a construtora e sua capacidade de execução, localização, regulamentações, as garantias etc”.

Bolha

Quando o assunto é “bolha imobiliária”, movimento que se caracteriza pela súbita queda do valor do imóveis e inadimplência nos financiamentos, após alta de preços exorbitante, os especialistas se dividem. O consultor financeiro Kléber Rebouças diz que é muito difícil afirmar se há ou não bolha imobiliária no Brasil. Há quem afirme que sim e outros que não. “Os que afirmam que não há bolha baseiam na comparação de indicadores brasileiros com indicadores americanos ou asiáticos. Essa comparação geralmente não leva em conta as diferenças entre as economias”.

Cássio Padilha discorda que há uma bolha no mercado imobiliário. Ele cita a relação do crédito imobiliário com o Produto Interno Bruto (PIB) que é só de 6% no Brasil, ante 85% do Reino Unido e 77% nos Estados Unidos. Na comparação entre crédito total e PIB, a taxa brasileira fica ao redor dos 50%. “Os números no Brasil ainda são baixos”, avalia, adiantando que o mercado de imóveis tende a se equilibrar. (Arturmira Dutra)

SERVIÇO

Os Fundos Imobiliários, à semelhança dos fundos de ações, renda fixa, etc., são regulados, fiscalizados e têm seu funcionamento autorizado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM)

Outras informações:

www.cvm.gov.br

Condomínios

Fundos Imobiliários

Os Fundos de Investimento Imobiliário (FII) são constituídos como “condomínios fechados”. São divididos em cotas que, uma vez adquiridas, não podem ser resgatadas. O patrimônio de um fundo imobiliário pode ser composto de imóveis comerciais, residenciais, rurais ou urbanos, construídos ou em construção, para posterior alienação, locação ou arrendamento.

Razões

Como investir

Defina um objetivo e dê um nome para o seu investimento: “Meu Apartamento”, “Minha renda regular”, “Minha Aposentadoria” ou “Os Estudos do Meu Filho” para deixar mais claro a razão do esforço.

São duas as formas para investir em fundos imobiliários: comprar cotas em distribuições públicas ou no mercado secundário. No primeiro caso, você comprará diretamente do emissor do fundo. Já no mercado secundário, comprará de alguém que adquiriu cotas do fundo e por algum motivo quer vendê-las

Alguns fundos foram lançados com investimento mínimo de R$ 1 mil. Após a colocação do fundo, ele fica disponível para negociação no mercado secundário, onde podem ser adquiridas cotas sem um valor mínimo para a aplicação. Neste caso, o valor mínimo passa a ser o valor de uma cota.

Lembre-se da taxa mensal de custódia e da tributação se sair antes do prazo previsto (20%).

Escolha uma corretora: as corretoras listadas no site da Bolsa são autorizadas pelo Banco Central do Brasil e pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), além de amplamente monitoradas pela BM&FBovespa Supervisão de Mercado (BSM).


Fonte: O Povo
 

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