Vai comprar imóvel em leilão? Veja 12 passos para fechar um negócio seguro

Preço baixo é atrativo, mas algumas precauções são essenciais; veja dicas

Comprar um imóvel em um leilão pode representar uma economia de até 50% em comparação aos valores de mercado. Porém, o atrativo do preço baixo pode fazer com que o consumidor esqueça alguns cuidados que ele deve tomar antes de fechar a compra.

Segundo o presidente da AMSPA (Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências), Marco Aurélio Luz, por mais que as facilidades da aquisição sejam vantajosas, o consumidor não pode se deixar levar pela tentação sem antes fazer um bom planejamento e uma pesquisa minuciosa da propriedade.


Veja a seguir 12 dicas elaboradas pela entidade para quem quer um desconto na compra da casa própria e ainda evitar dores de cabeça

 Leia o edital com atenção: no documento, o interessado deve se certificar sobre a descrição das condições de venda, o estado de conservação, a forma de pagamento, o preço mínimo, a comissão do leiloeiro, os impostos e o modelo de contrato que será assinado pelas partes

 Verifique se o imóvel ainda está ocupado. Mesmo com uma carta do arrematador, o novo dono pode enfrentar demora na Justiça para despejar os antigos moradores. Para não correr risco, é bom dar preferência aos bens desocupados

 Pesquise se há ações judiciais relacionadas à propriedade leiloada, o que pode levar à obtenção de liminares, por parte do anterior proprietário, para resolução da correção das parcelas ou a cobrança de juros sobre juros dos seus contratos e, consequentemente, mais espera para tomar posse do bem

 Visite o imóvel pretendido com antecedência para verificar suas condições. Nessa etapa é importante contar com o auxílio de um engenheiro para fazer uma inspeção minuciosa

 Faça um levantamento das dívidas deixadas pelo ocupante anterior, pois ficará a cargo do comprador a sua quitação. É possível pedir desconto no momento da compra

 Avalie as condições de venda e registre a propriedade em cartório após o arremate. Lembre-se que o adquirente será responsável pelo pagamento da taxa de registro e do ITBI (Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis), que gira em torno de 3% sobre o valor do imóvel

 Defina qual lance máximo que você poderá dar. Para isso é importante colocar todas as despesas no papel e, junto com a família, veja qual é o melhor investimento

 Tome cuidado com a forma de pagamento. Alguns editais permitem apenas a compra à vista; outros já autorizam financiar o saldo devedor. Caso opte pelo financiamento, o ideal é que as prestações não comprometam mais do que 30% da renda familiar. Além disso, confira se pode usar o FGTS no pagamento das parcelas. Também é bom ter cerca de 50% do valor do imóvel depositado no FGTS, poupança ou em outras aplicações para se precaver contra dificuldades imprevistas

 Considere que terá que arcar com despesas para a reforma do novo bem

10° Reserve dinheiro para pagar, em torno de 5% do valor do lance, a comissão do leiloeiro no ato da arrematação

11° Lembre-se que, nos contratos feitos pelo SFH (Sistema Financeiro Habitacional), após o atraso de três prestações o dono do imóvel é notificado para realizar o pagamento, caso não pague perderá o bem. Já no SFI (Sistema Financeiro Imobiliário), o aviso chega após 15 dias, se não for realizada a quitação das parcelas, será consolidada a propriedade em nome do agente financeiro e o imóvel poderá ir a leilão extrajudicial, ou seja, sem passar pelo juiz natural

12° Consulte um advogado para sanar dúvidas. A opinião do profissional será essencial para saber se você está fazendo um bom negócio

Fonte: infomoney
 

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