Preço dos imóveis sobem menos que a inflação

Embora a inflação esteja subindo, o preço dos imóveis não estão acompanhando o ritmo de crescimento dela. O cenário de crise em que o país se encontra e os diversos reflexos: retração da economia, alta taxa de desemprego, alta inflação, pouco crédito, entre outros, estão causando impacto também no setor imobiliário.




Eduardo Zylberstajn, coordenador do índice Fipezap, diz que a inflação está fazendo os preços subir num ritmo elevado, algo em torno dos 10% ao ano e o preço dos imóveis subindo menos que isso, 1% ou 1,3%. A impressão é que tudo subiu e o preço dos imóveis ficou praticamente estagnado.

De acordo com o economista-chefe do Secovi-Sp, Ceso Petrucci, os imóveis novos tendem a ter seus preços readequados ao atual cenário pelas companhias.

Para quem possui recursos no banco, é o momento ideal para comprar imóveis a vista, porém, é um momento ruim aos que investiram. Diversos investidores não querem baixar o preço, apenas os que reconhecem que está muito difícil vender.

Os novos apartamentos em Santos, por exemplo, chegam a ter desconto de até R$100 mil pelas construtoras para empreendimentos já entregues ou quase prontos.

Do ponto de vista macroeconômico, este cenário é favorável ao mercado imobiliário, uma vez que o Real está em queda em relação ao Dólar e favorece a aquisição de imóveis no Brasil por estrangeiros.

Ano passado, 20 cidades brasileiras tiveram a menor alta do metro quadrado já registrada na história. O índice FipeZap pode recuar em até 6% neste ano.
 

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